Greve Climática em Vila Pouca de Aguair

No passado dia 27 de Setembro, ocorreu em Portugal a Greve Climática Global. Os voluntários da Plantar uma Árvore da Serra do Alvão juntaram-se ao núcleo da Greve Climática Estudantil de Vila Pouca de Aguiar para apoiar na organização do protesto contra as alterações climáticas e exigir medidas políticas estruturais para combater esta crise.

 

A manifestação contou com a voz das estudantes da Escola Secundária de Vila Pouca de Aguiar, da Universidade Sénior das Terras de Aguiar, da associação AECorgo, entre outros.

 

Algumas das medidas concretas exigidas nesta manifestação foram:

– Criar um plano nacional florestal e agrícola apontado para a agro-ecologia, que norteie as actividades no mundo rural de acordo com as condições de solos e água existentes nos locais, reduzindo a agricultura e pecuária intensivas dependentes de enorme quantidade de insumos químicos e de deslocação de água, fomentando a produção local através da criação de mercados de proximidade que encurtam os circuitos comerciais, favorecendo um progressivo aumento da capacidade de auto-aprovisionamento alimentar em Portugal. Adequar as áreas florestais nacionais às condições climáticas actuais e futuras, apostando na diversificação de espécies e na promoção de árvores autóctones, numa perspectiva de aumento de resiliência face a incêndios e diversificação de usos florestais nas áreas rurais, em detrimento das grandes extensões de monocultura hoje dominantes. Exige-se o fim da autorização de produtos químicos comprovadamente perigosos para os seres vivos e que contaminam os solos e a água. A reflorestação e as práticas agrícolas devem ser orientadas para o repovoamento dos insectos polinizadores, importantes para a continuidade da flora;

– Cancelar quaisquer grandes projectos que acarretem um garantido aumento de emissões de gases com efeito de estufa, nomeadamente expansões portuárias e aeroportuárias;

– Acabar com as concessões petrolíferas e de gás ainda existentes em Portugal e revogar a legislação que permite o lançamento de novas concessões de petróleo e gás no país;

– Encerrar as centrais termoeléctricas de Sines e do Pego já na próxima legislatura e preparar o encerramento das centrais de ciclo combinado antes de 2030;

– Implementar um verdadeiro plano de eficiência energética, começando nos edifícios públicos, mas atravessando todos os sectores da sociedade, potenciando poupanças de até 30% em alguns sectores já a curto prazo, exigindo-se ainda a descontaminação dos edifícios públicos ou de utilização pública ainda equipados com estruturas de amianto ou outras substâncias cancerígenas;

Mais informação: salvaroclima.pt

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