Enquadramento LIFE

O programa LIFE é o instrumento da UE de financiamento para o ambiente e a ação climática. O objetivo geral do programa LIFE é contribuir para a implementação, a atualização e o desenvolvimento da política e legislação ambiental e climática da UE, cofinanciando projetos com valor acrescentado europeu.
A LIFE começou em 1992 e até à data foram realizadas quatro fases completas do programa (LIFE I: 1992-1995, LIFE II: 1996-1999, LIFE III: 2000-2006 e LIFE +: 2007-2013). Durante este período, o LIFE cofinanciou cerca de 3954 projetos em toda a UE, contribuindo com cerca de 3,1 mil milhões de euros para a proteção do ambiente.

A Comissão Europeia (DG Ambiente e DG Ação Climática) gere o programa LIFE. A Comissão delegou a execução de muitas componentes do programa LIFE à Agência de Execução para as Pequenas e Médias Empresas (EASME). Equipas externas de seleção, monitorização e comunicação prestam assistência à Comissão e à EASME.

Objetivos

mobilização de um mínimo de 175 voluntários da Corpo Europeu de Solidariedade (CES) em atividades/tarefas focadas na proteção ambiental, conservação e restauração de áreas naturais e ecossistemas (principalmente os locais N200 e espécies/habitats protegidos pela Diretiva Aves e Habitat);

envolvimento ativo de 9 organizações Portuguesas com diferentes objetivos e cobertura nacional na mobilização e gestão de voluntários CES (1 autoridade nacional para politicas ambientais, 1 administração publica local, 4 ONG’s ambientais com objetivos complementares, 1 organização nacional que reúna firmas com politicas de desenvolvimento corporativo sustentável, 1 associação que reúna entidades púbicas/privadas que desenvolvam serviços/produtos de ecoturismo e 1 do sector dos media/comunicação);

aumento das oportunidades para os voluntários CES, com o fim de desenvolverem os seus potenciais, através de experiências e aprendizagens, tomando como base um diverso espectro de possíveis atividades a serem realizadas em cada uma das organizações parceiras (incluindo a formação para as desempenhar). Assim como, o planeamento e ensaio de um programa inovador de voluntariado conjunto que aplica uma “rotatividade” dos voluntários entre as organizações, que consequentemente permitirá a aquisição de um maior numero de experiências e competências (este programa abrange pelo menos 30 voluntários);

aumento da capacitação interna das organizações parceiras de modo a impulsionar os seus objetivos, nomeadamente recorrendo ao conceito de “rotatividade” anteriormente referido, e aos voluntários CES, como um meio de maior intercâmbio de conhecimentos e práticas entre as organizações;

aumento da capacidade e de apoio nos projetos LIFE a decorrer, com uma maior mão de obra e mais tarefas a serem realizadas por voluntários, incluindo o apoio direto aos 4 projetos LIFE que algumas das organizações parceiras também estão envolvidas:
• aumento da capacidade e de apoio nos projetos LIFE a decorrer, com uma maior mão de obra e mais tarefas a serem realizadas por voluntários, incluindo o apoio direto aos 4 projetos LIFE que algumas das organizações parceiras também estão envolvidas;
• aumento da consciencialização das organizações gestoras dos locais da N2000 quanto ás oportunidades oferecidas pela iniciativa Corpo Europeu de Solidariedade para manter e restaurar esta rede de biodiversidade por toda a Europa;
• aumento do intercâmbio de cooperação e experiência, inclusive com donos de propriedades, agricultores e firmas, num contexto de desenvolvimento de zonas rurais que apoiem proteção ambiental, conservação natural e restauração de áreas naturais e ecossistemas.

promover o trabalho conjunto entre voluntários CES com voluntários provenientes dos públicos alvo complementares, incluindo 2090 voluntários externos que se espera que interajam com os trabalhos desempenhados pelo projeto

aumentar e promover a cooperação entre os beneficiários do projeto com um conjunto adicional de pelo menos 105 organizações externas (empresas privadas, publicas e organizações sem fins lucrativos, incluindo as do sector terciário, e proprietários de terrenos)

delinear as bases para a execução de um programa de voluntariado conjunto consolidado após o projeto, com o objetivo de receber voluntários CES para a conservação da natureza (mantendo as organizações participantes como os atuais beneficiários associados, mas expandindo também para empresas privadas, publicas e organizações sem fins lucrativos, incluindo ONG’s ambientais e as que lidam com o sector terciário).

Resultados esperados

Foi considerado principalmente para analise a capacitação e as competências oferecidas aos voluntários, a capacitação das organizações participantes e a qualidade/utilidade dos trabalhos de conservação realizados. Para além do referido, como é comum a todos os projetos LIFE, prevê-se e apresenta-se também um conjunto de alvos concretos para os indicadores obrigatórios relacionados com o aumento de consciencialização, capacitação e efeitos socioeconómicos do projeto.

Sumarizando os principais pontos previamente mencionados, e relativamente aos voluntários, o projeto prevê mobilizar 175 voluntários sem nenhuma quebra de contracto, permitindo fornecer novas competências a todos eles (e pelo menos 2 competências complementares para 30 dos mesmos), e atingir um nível total de satisfação no mínimo 80%. Quanto ás organizações, é esperado que cada equipa de beneficiários associados esteja mais capacitada para desempenhar pelo menos duas novas atividades comparativamente ás definições internas atuais, aumentar a cooperação para conservação envolvendo pelo menos 105 organizações externas (publicas e privadas), e a continuidade da utilização do programa inovador de voluntariado “rotativo” ensaiado com a ação A.3, permitindo promover aos voluntários CES o seu uso para a conservação da natureza.
No que diz respeito aos resultados de conservação, é esperado que estes melhorem o seu estado em, no mínimo, 91 ha de habitats relevantes (87 dos quais dentro da rede N2000), contribuindo assim para o controlo/erradicação de IAS em pelo menos 69 ha, para o aumento dos níveis de consciencialização e para o envolvimento de pelo menos 3.870 pessoas e organizações na conservação, incluindo um envolvimento ativo com voluntariados de 38 empresas privadas, 47 publicas ou organizações sem fins lucrativos, e de 20 proprietários de terrenos. Resultados mais representativos e duradouros também são previstos no publico geral, mediado por uma serie de TV, que se espera que seja vista por, no mínimo, 500.000 pessoas.

Para além do referido, também se espera que os trabalhos do projeto sejam replicados e/ou transferidos para outras partes interessadas que possam beneficiar com os mesmos, sendo bem possível assumir uma abordagem internacional, como parte de uma rede de trabalho conjunta com o decorrente projeto LIFE ELCN, onde a MONTIS é um beneficiário associado.

9
Organizações de acolhimento
80
Voluntários
15
Nacionalidades

Capital Natural | LIFE VOLUNTEER ESCAPES

PPT Capital Natural

Plano de Ação

Plano de Comunicação

Folhetos

Relatórios de Progresso do Projeto

Relatório Anual do Desenvolvimento dos Voluntários CES – 2018

Mais informações

O seguinte mapa mostra a localização dos parceiros.
(Clicar no icon à esquerda para ver a listagem.)